
Ricardo Macchi respondeu a um processo por homicidio em Porto Alegre. Ele participava de uma gang chamada gangue da matriz, praça em frente ao palacio piratini do governo do estado, eles eram chamados assim pelos encontros que marcavam na praça, certo dia mataram na praia de Capão da Canoa, um garoto de Lajeado chamado Alex Thomas.
A família de Alex Thomas, de 16, de Lajeado, teve um trágico final de veraneio, no balneário de Xangri-lá. O garoto morreu ontem de madrugada, no hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa, depois de ser massacrado a socos e pontapés na avenida Paraguaçu, em Atlantida, por seis ou sete rapazes ainda não identificados, conforme depoimento de dois amigos seus na delegacia de Capão da Canoa.
O assassinato de Alex trouxe à pauta de discussões a violência praticada por adolescentes, independente da classe social, e também a influência de academias de lutas marciais na agressividade.
Alex Thomas, um rapaz calmo, nascido e criado em Lajeado, foi morto durante uma temporada de veraneio. Era madrugada, ele voltava de uma festa para a casa de praia de um tio, na companhia dos amigos Leandro Schimidte Clarice Hespanhol, quando teve o azar de cruzar com os chamados matrizeiros.
A gangue da Matriz já era antiga em Porto Alegre. Desde a década de 70 que seus integrantes costumavam se reunir na Praça da Matriz, entre as sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado. O grupo era formado por jovens de classe média alta, filhos de pessoas influentes, freqüentadores de academias de lutas marciais. Todos já haviam se envolvido em episódios de violência urbana. Invariavelmente, acabavam impunes.
O crime de Atlântida, porém, acabaria mudando o rumo da história. Divididos em dois grupos, os integrantes da gangue afixavam cartazes da campanha eleitoral do pai de um deles, candidato à reeleição à Assembléia Legislativa. Quando Alex e seus amigos passaram pela primeira turma, foram ofendidos. Leandro respondeu com gestos, motivo considerado suficiente pelos matrizeiros para que fossem agredidos.
Bolívar Canabarro Tróis Neto, o Dódi, incitado por Carlos Alberto Fiad do Amaral (segundo o processo judicial), saiu em perseguição aos três jovens e, com um único soco, jogou Alex no chão. O agredido conseguiu levantar-se e, a exemplo do que já faziam Clarice e Leandro tentou fugir. Porém, poucos metros adiante, deparou com outro integrante da gangue, menor de idade, que, de passagem, lhe bateu com um cabo de vassoura. Na seqüência, foi derrubado por uma voadora desferida por Cid Olivério Borges. Com o golpe, teve os pulmões e o coração dilacerados e acabou morrendo.
A morte de Alex Thomas provocou protestos em Lajeado, no Litoral e na Capital. O massacre virou até tema de música – Diga não à Violência, composta pelo baixista Zé Natálio.
Dois anos e meio depois, Cid Borges foi condenado a 11 anos de detenção, Amaral a oito de prisão, em regime semi-aberto, e Dódi a nove anos e seis meses. Daniel Sanchez Hecker, que estava junto, mas não teve qualquer participação no episódio, foi absolvido. Três menores envolvidos foram submetidos a medidas sócio educativas. Anos depois, seus pais foram condenados a pagar indenizações à família de Alex Thomas.
A professora aposentada Nersi Thomas, mãe de Alex, continua morando em Lajeado, em um apartamento no Centro da cidade. O marido, Walter, morreu há 10 anos e a filha Betina, irmã mais nova de Alex, mudou para Santa Catarina.
- Passei três dias chorando em casa, sem tomar banho, sem comer quase nada. Essa dor não se supera nunca. Com o tempo, ameniza, a solidariedade ajuda, mas nada faz esquecer. Procurei centro espírita, um médium em Caçapava, uma psicóloga que orientou a pensar nas coisas boas que vivemos. Procurei tudo que fosse possível para buscar conforto – contou ela, no blog de Laura Peixoto.
Hoje, passados 25 anos, uma polêmica sobre uma música de Tonho Crocco
Tonho Crocco – Gangue da Matriz
O mínimo que posso fazer é divulgar o manifesto e demostrar total apoio a Tonho Crocco e a liberdade de expressão.
É o fim da picada ele sofrer processo por ter feito esta música, onde é que vamos parar.
“Manifesto contra a censura e pela liberdade de expressão
Porto Alegre, 02 de agosto de 2011
Eu, Antonio Carlos Crocco, nome artístico Tonho Crocco, Brasileiro e morador da cidade de Porto Alegre/RS estou sendo processado por intermédio de uma ação no Ministério Público encaminhada em nome do ex-presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e atual Deputado Federal do PDT GIOVANI CHERINI por crimes contra a HONRA.
A audiência preliminar acontece no dia 22 de agosto de 2011, segunda-feira às 15h no Foro Central de Porto Alegre/RS.
Explicando a situação:
No dia 21 de dezembro de 2010, 36 deputados estaduais votaram a favor do aumento de 73% de seus próprios salários.
O substituto do Projeto de Lei 352/2010, elevou o salário dos parlamentares de R$ 11.564,76 para R$ 20.042,34.
Em menos de 24h consegui compor e gravar o vídeo protesto “Gangue da Matriz” que já recebeu mais de 37 mil visualizações no Youtube e está a disposição para download no www.tonhocrocco.com