Sua cidade no Globo

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Por que a casa cai


Maravilhoso livro de monitora de uma casa para menores infratores em Porto Alegre, RS.
Seu nome, Eloiza Dias, uma mulher com mais de cinquenta anos que pega onibus Viamão.
Já o filho de Luciana Genro, neto de Tarso não anda de bus pois é burguês.
Ela frequenta a emergência do hospital Ernesto Dorneles com suas várias dores.
(....) Na unidade continuam chegando rapazes. Quase todos fumam.
Ninguém tem cigarros.Sempre que alguém joga uma bagana no chão, brigam pelo fumo, que transformam em cigarros, muitas vezes enrolados num jornal.
Quando alguém recebe um saquinho de fumo desfiado adquire um ar de importância, dizem que está "grandão". (....)
(....) Tínhamos jovens de todas as cidades e que haviam praticado todo o tipo de delitos.
Um deles, forte e musculoso, com problemas mentais e que se embalava o tempo todo num movimento ritmado, colou nas paredes e até no teto de sua cela fotos e gravuras retiradas de revistas pornográficas.
Ficou furioso com a retirada de sua coleção obscena devido a reclamações que fiz (..... )

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Patrono estátua



A feira do livro de Porto Alegre 2010 tem Paixão Côrtes como patrono.
Juntamente com Barbosa Lessa e outros é responsável pelo moderno movimento tradicionalista gaúcho.
Defensor do tradicionalismo gaúcho, o vereador de Porto Alegre Bernarnino Vendúscolo (PMDB) prepara uma moção de apoio a Paixão Cortes, candidato à patrono da Feira do Livro de Porto Alegre. É uma resposta a outro concorrente à honraria, o jornalista e escritor Juremir Machado da Silva, que em recente artigo, afirmou estar concorrendo com a “Estátua do Laçador”. Sob o título “A Estátua e Eu”, Juremir declara que quer ser “patrono na Praça da Alfândega” e que o fundador do 35 CTG e inspirador do monumento “nunca escreveu um grande livro”.

O artigo é ilustrado por uma fotomontagem, em que o Laçador aparece ao lado de uma pilha de livros. Como se Paixão fosse a estátua, e Juremir, os livros. O articulista descreve ainda comentários feitos por jornalistas, para os quais seria um “eterno patronável”, pois já fora indicado várias vezes ao título, mas nunca escolhido.
O folclorista

Ex-aluno do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, Paixão Côrtes é um personagem decisivo da cultura gaúcha e do movimento tradicionalista no Rio Grande do Sul, do qual foi um dos formuladores, juntamente com Luiz Carlos Barbosa Lessa e Glauco Saraiva. Juntos, partiram para a pesquisa de campo, viajando pelo interior, para recuperar traços da cultura do Rio Grande.

Em 1948, organizou e fundou o CTG 35 e, em 1953, fundou o pioneiro Conjunto Folclórico Tropeiros da Tradição.

Em 1956, Inezita Barroso gravou as músicas tradicionais gaúchas Chimarrita-balão, Balaio, Maçanico e Quero-Mana, Tirana do Lenço, Rilo, Xote Sete Voltas, Xote Inglês, Xote Carreirinha, Vaneira Marcada, recolhidas por Paixão Cortes e Barbosa Lessa.

Em 1958, Paixão Côrtes apresentou-se no Olympia de Paris, no palco da Universidade de Sorbonne, no Hotel de Ville, no Teatro Alhambra, além de clubes noturnos e cabarés.

Em 1962, Inezita Barroso gravou as composições Tatu e Pezinho, recolhidas por Paixão Côrtes e Barbosa Lessa. No mesmo ano, recebeu o prêmio de Melhor Realização Folclórica Nacional. Em 1964, apresentou-se na Alemanha, na Feira Mundial de Transportes e Comunicação, na cidade de Munique. Recebeu ainda, no mesmo ano, o prêmio de Melhor Cantor Masculino de Folclore do Brasil.

Em 1986, apresentou-se durante um mês na Inglaterra, divulgando traduções de seus livros para o inglês.

Em 1992, a estátua do Laçador, do escultor Antônio Caringi, para a qual Paixão Cortes posou em 1954, foi escolhida como símbolo da cidade de Porto Alegre.

Em 2001 proferiu palestra sobre a música gaúcha no VII Encontro Nacional de Pesquisadores da MPB, realizado no Teatro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Em 2003 lançou seu novo manual, com mais danças, derivadas do primeiro. Por exemplo, Valsa da mão trocada, Mazurca Marcada, Mazurca Galopeada, Sarna, Grachaim.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

JEC avante

Tricolor dá o passo mais largo
Time vence o Iraty, garante-se em mais duas fases e fica a um mata-mata da C

O JEC está a dois jogos de conseguir uma vaga na Série C. De uma só vez, o Tricolor conseguiu, ontem, avançar duas fases da quarta divisão do Brasil. Ao vencer o Iraty/PR por 2 a 0, na Arena, o Joinville se classificou para a terceira etapa da competição e garantiu uma das três melhores campanhas da competição. Com isso, mesmo que perca as duas partidas contra o Operário/PR, a equipe joinvilense passará para a quarta fase do torneio.

O cálculo parece complicado, mas é simples. Na terceira fase da Série D, serão cinco confrontos de mata-mata. Passarão os cinco vencedores e os três melhores perdedores. A pontuação da próxima fase entra na conta para decidir a classificação. Mas como há dois confrontos com quatro clubes com menos pontos que o JEC na soma geral da classificação (Brasília/DF, com 12, x Araguaíana/MT, com 11; e Guarany/CE, com 12, x Sampaio Corrêa/MA, com 13), nenhum dos perdedores conseguirá alcançar os 17 pontos que o JEC tem na competição.

Sabendo das possibilidades, o JEC não deu chance para o Iraty, ontem. Aos cinco minutos começou a encaminhar a dupla classificação. Marcelinho fez linda jogada e lançou Eder, que invadiu a área e chutou cruzado para abrir o marcador. No resto do primeiro tempo, o Tricolor desperdiçou muitas oportunidades.

No segundo tempo, mesmo dando muitos espaços ao Iraty, o JEC teve várias chances de ampliar o marcador. Numa delas, Eduardo avançou livre e chutou na trave. No fim do jogo, novamente Eder foi à rede, após cruzamento de Eduardo.

sábado, 11 de setembro de 2010

Baleia resiste à Eutanásia


Uma baleia franca está encalhada desde a última terça-feira na praia de Itapirubá, em Laguna, no sul de Santa Catarina. Segundo Karina Groch, diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, o animal está com a saúde debilitada e por isso acabou preso.

O mamífero, que mede dez metros e pesa cerca de 30 toneladas, atraiu muitos curiosos no local.
A baleia franca que está encalhada desde terça-feira (7) na Praia do Sol, em Laguna (SC), resistiu ao procedimento de eutanásia que teve início na noite de sexta-feira (10). De acordo com Karina Groch, bióloga e diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca (PBF), uma das entidades ambientais envolvildas no resgate, o óbito era esperado para 40 minutos após o término do processo, que ocorreu por volta das 18h30 desta sexta-feira.

Pampa Pobre


Herdeiro da Pampa Pobre
Engenheiros do Hawaii
Composição: Gaucho da Fronteira - Vaine Darde




Mas que pampa é essa que eu recebo agora
Com a missão de cultivar raízes
Se dessa pampa que me fala a história
Não me deixaram nem sequer matizes?

Passam às mãos da minha geração
Heranças feitas de fortunas rotas
Campos desertos que não geram pão
Onde a ganância anda de rédeas soltas

Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Mas que pampa é essa que eu recebo agora
Com a missão de cultivar raízes
Se dessa pampa que me fala a história
Não me deixaram nem sequer matizes?

Passam às mãos da minha geração
Heranças feitas de fortunas rotas
Campos desertos que não geram pão
Onde a ganância anda de rédeas soltas

Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Herdei um campo onde o patrão é rei
Tendo poderes sobre o pão e as águas
Onde esquecido vive o peão sem leis
De pés descalços cabresteando mágoas

O que hoje herdo da minha grei chirua
É um desafio que a minha idade afronta
Pois me deixaram com a guaiaca nua
Pra pagar uma porção de contas

Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fazer Sabão


É fácil fazer sabão.
Gordura mais vinte por cento de soda cáustica ( Hidróxido de sódio ).
Adição de álcool acelera a reação.
Algumas escolas pedem para seus alunos trazerem óleo usado para transformá-lo em sabões.
Um pouco de argila o deixa abrasivo.
RECEITA

- 4 litros de óleo comestível usado;
- 2 litros de água;
- ½ copo de sabão em pó;
- 1 kg de soda cáustica;
- 5 ml de óleo aromático de erva-doce ou outro a gosto.

Esquentar a água. Separar meio litro e dissolver o sabão em pó nele. Dissolver a soda cáustica nos litro e meio de água restante. Adicionar lentamente as duas soluções ao óleo e mexer durante 20 minutos. Adicionar a essência mexendo bem, e despejar nas fôrmas escolhidas. Desenformar apenas no dia seguinte.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Baleia encalhada em Laguna , SC.


A operação de resgate da baleia franca encalhada na praia de Itapirubá, em Laguna, no Litoral Sul, deve continuar a partir das 6h desta quarta-feira, se o animal sobreviver. Os trabalhos foram interrompidos na noite desta terça por causa da falta de visibilidade. Pela manhã, um reboque ou um barco deve ajudar no resgate.

O mamífero mede cerca de 10 metros de comprimento e está com a saúde bastante debilitada. Como a baleia está deitada sobre os próprios pulmões, as chances de que ela resista até a manhã desta quarta-feira são pequenas. A maré alta, que poderia ajudar o animal a desencalhar, acabou empurrando-o para mais longe do mar.

A polícia chegou ao mamífero na manhã desta terça-feira, após ser avisada por um pescador. Este é o terceiro encalhe de baleiras da temporada. De acordo com a bióloga Karina Groch, diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, não há fatores externos que justifiquem esta ocorrência, o que leva a crer que esta baleia já se encontrava doente quando foi encontrada