Sua cidade no Globo

terça-feira, 26 de abril de 2011

O Biriva não morreu

Os birivas (berivas, beribas ou biribas) eram os tropeiros habitantes dos campos de cima da serra, os quais geralmente andavam em mulas e tinham um sotaque especial, diferente dos tropeiros fronteiros ou das regiões baixas do estado.

Os birivas não morrem.
deixam os caminhos, as cidades, as mulas, as tropas, as chinas.
è minha opinião
Também somos meio tropeiros
Levamos mercadorias ou os correios a levam ...

Como homengem ao Rui Biriva a letra da sua maior obra ( mesmo não falando
de Horizontina nem da Gisele )


Santa Helena Da Serra
Rui Biriva
Composição : Rui Biriva / J. Luiz Villela


Vim, vim, vim, vim, vim
No primeiro trem da linha
Que partiu de manhãzinha
De Santa Helena Da Serra
Vim, vim, vim, vim, vim
No primeiro trem da linha
E deixei tudo que tinha
Em Santa Helena Da Serra

Deixei o rio e as matas,
O luar, as serenatas
E o gosto doce da terra
Do raminho de hortelã
No chimarrão da manhã
Em Santa Helena Da Serra

Vim, vim, vim, vim, vim
Vim buscar outras riquezas
Trouxe a mala e a certeza
De que tudo era melhor
Ah meu Deus, que desencanto
Ver o povo sofrer tanto
Tanta fome ao meu redor

Hoje dói uma saudade
Pelas ruas da cidade
E que lá não doía não
Mas não vou levar as penas
Pra minha Santa Helena
Vou deixá-las na estação

Vou embora, vou embora
Vou partir na mesma hora
Vou voltar pra minha terra
Amanhã de manhãzinha
No primeiro trem da linha
De Santa Helena Da Serra

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Julinho Camargo auxiliar Técnico de Falcão


O novo auxiliar técnico permanente do Inter, Julinho Camargo, saiu do Novo Hamburgo para fazer mais do que ajudar o treinador Paulo Roberto Falcão em seus primeiros passos no lugar de Celso Roth. Com experiência nas categorias de base do Beira-Rio e também do Olímpico, Julinho contou nessa terça-feira que foi contratado também para ser um elo entre as categorias de base e o time principal.

"Fui convidado como auxiliar técnico permanente do clube e esse foi um dos motivos para aceitar. A minha função é dar suporte ao treinador do clube, que no caso, hoje, é o Falcão", afirmou o novo funcionário do Inter. "Mas minha figura também vai ser muito importante para fazer um link com as categorias de base e quero abrir esse caminho para os jovens jogadores", salientou.

Apesar da "dupla função" especificada pelos dirigentes, Julinho não quis detalhar como será o processo de preparação dos jovens para entrar no time principal. Ele não comentou, por exemplo, uma nova tentativa de criar um Inter B, experiência encerrada pelo vice-presidente de futebol, Roberto Siegmann, após o fracasso no primeiro turno do Gauchão.

"Fui contratado para trabalhar no profissional e para fazer o elo com os garotos, mas como o clube vai proceder neste sistema tem que ser alguém da direção para responder", relatou o auxiliar técnico. "Independentemente de tudo, o mais importante é dar suporte ao treinador para que consiga fazer um bom trabalho", ponderou Julinho.

Sobre a convivência com Falcão, o auxiliar explicou que está tendo sua primeira convivência direta com o treinador. "Estou muito feliz em servir o Falcão e espero fazer jus ao nosso técnico. Estamos convivendo há pouco tempo, mas estou muito contente com os pensamentos dele, acho que ele tem uma liderança nata", afirmou.

Primeira polêmica da gestão Falcão, o primeiro treino fechado tem uma razão, segundo o profissional. "O início do trabalho de um treinador, em que ele quer colocar seu modo de pensar, tem que ser preservado, ainda mais às vésperas de dois jogos importantes. "Por isso fizemos o treino em duas partes, no início fechado e, depois, aberto", explicou.
Fonte Marloon Goethel

terça-feira, 19 de abril de 2011

Histórias Para Sorrir Barbosa Lessa


O legado de Barbosa Lessa
Conheci Nilza Lessa na casa de uma amiga. Logo no primeiro encontro, presenteou-me com os livros República das Carretas e Rio Grande do Sul, Prazer em Conhecê-lo. Duas obras de Barbosa Lessa que foram reeditadas e que são distribuídas gratuitamente à população pelo Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore. Recentemente, Dona Nilza me convidou a sua casa e, para minha surpresa, fui novamente agraciado com uma caixa contendo outros seis títulos, reeditados em 2005: São Miguel da Humanidade, Antologia Pessoal, Prezado Amigo Fulano, Garibaldi Farroupilha, Histórias para Sorrir e Os Guaxos. Os dois primeiros livros foram lidos em uma semana. Os outros, aos poucos, vão sendo vencidos.

Descobri que o Legado de Barbosa Lessa permanece vivo não só nas mais de 60 letras de músicas que compôs e nos 63 títulos publicados ao longo de seus 72 anos de vida. A filha Valéria Lessa Shalit, que migrou para os EUA, nos anos 80, onde se casou com Glenn Shalit, contribui para a divulgação das obras do pai em Nova Jersey, onde dá aulas de danças gaúchas. Seus dois filhos também seriam o orgulho do avô se este estivesse vivo. Na última visita ao Brasil, em 2009, dançaram com o grupo juvenil do CTG 35, acompanhando as apresentações até o final. Uma foto de Caio, 13 anos, e André, 10 anos, ambos “pilchados”, merece destaque na parede do corredor do apartamento da avó, localizado no último andar de um prédio da Rua Riachuelo, no Centro Histórico de Porto Alegre. Dona Nilza voltou para a capital, em maio de 2002, dois meses após o falecimento de Barbosa Lessa. Desde 1986, moravam em uma bonita propriedade rural de 15 hectares no interior de Camaquã. O Sítio Água Grande, com uma bela cachoeira de 65 metros , foi comprado pela prefeitura e aberto à visitação pública. A residência permaneceu com boa parte da mobília e foi transformada em museu. Algumas peças ficaram com Nilza e hoje decoram seu apartamento, como os roupeiros de sucupira, datados de 1922, que pertenceram à sua sogra e a bacia de prata onde Lessa foi banhado quando nasceu.

Na capital, o filho Guilherme, de 50 anos, visita Dona Nilza, semanalmente. Aos 78 anos, ela mantém atelier em casa e continua dedicando-se ao artesanato. Suas colchas, almofadas e travesseiros confeccionados em patchwork e fuxico são vendidos também em outros estados e já ganharam o mundo. As peças, representativas da fauna local, valorizam os bichos do mar de dentro, que vivem próximo às lagoas. Em setembro, na Semana Farroupilha, merecidamente, pelos seus serviços prestados ao tradicionalismo, receberá o Troféu Mulher RS 2010, concedido pelo Governo do Estado.

Publicado no Correio do Povo, de Porto Alegre, em 07 de setembro de 2010.

Christian Lavich Goldschmidt

sábado, 9 de abril de 2011

Carta Química


Berílio Horizonte, zinco de benzeno de 2003.
Querida Valência:
Não estou sendo precipitado e nem desejo catalisar nenhuma reação irresversível entre nós dois, mas sinto que estrôncio perdidamente apaixonado por você. Sabismuto bem que a amo. De antimônio posso lhe assegurar que não sou nenhum érbio e que trabário muito para levar uma vida estável.
Lembro-me de que tudo começou nurârio passado, com um arsênio de mão, quando atravessávamos uma ponte de hidrogênio. Você estava em um carro prata, com rodas de magnésio. Houve uma atração forte entre nós dois, acertamos os nossos coeficientes, compartilhamos nossos elétrons, e a ligação foi inevitável. Inclusive depois, quando lhe telefonei, mesmo tomada de enxofre, você respondeu carinhosamente: "Proton, com quem tenho o praseodímio de falar?" Nosso namoro é cério, estava índio muito bem, como se morássemos em um palácio de ouro, e nunca causou nehum escândio. Eu brometo que nunca haverá gálio entre nós e até já disse quimicasaria com você.
Espero que você não esteja saturada, pois devemos buscar uma reação de adição e não de substituição.
Soube que a Inês lhe contou que eu a embromo: manganês cuidar do seu nobre e acredite níquel que digo, pois saiba qe eu nunca agi de modo estanho. Caso algum dia apronte alguma, eu sugiro que procure um avogrado e que me metais na cadeia.
Sinceramente, não sei por que você está a procura de um processo de separação, como se fóssemos misturas e não substâncias puras! Mesmo sendo um pouco volátil, nosso relacionamento não pode dar errádio. Se isso acontecesse, irídio emboro urânio de raiva. Espero que você não tenha tido mais contato com o Hélio (que é um nobre!), nem com o Túlio e nem com os estrangeiros (Germânio, Polônio e Frâncio). Esses casos devem sofrer uma neutralização ou, pelo menos, uma grande diluição.
Antes de deitar-me, ainda com o abajur acesio, descalcio meus sapatos e mercúrio no silício da noite, pensando no nosso amor que está acarbono e sinto-me sódio. Gostaria de deslocar este equilíbrio e fazer com que tudo voltasse à normalidade inicial. Sem você minha vida teria uma densidade desprezível, seria praticamente um vácuo perfeito. Você é a luz que me alumíno e estou triste porque atualmente nosso relacionamento possui pH maior que 7, isto é, está naquela base. Aproveito para lembrar-lhe de devolver o meu disco do KLiB.
Saiba, Valência, que não sais do meu pensamento, em todas as suas camadas.
Abrácidos do: Marcelantânio

sábado, 19 de março de 2011

Agora a UFRGS vai tomar alguma atitude?


O estudante do curso de Ciência da Computação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Felipe Boff Molski, 18 anos, entrou em coma no início da tarde desta sexta-feira após a realização do trote por alunos veteranos, em Porto Alegre. Segundo a tia do jovem, Terezinha Evaldt, a família teria sido acionada por volta das 16h e localizou o rapaz no Parque da Redenção.

A irmã, Cristiane Boff Molski,e o avô José Fernandes Boff, viajaram de Viamão a Porto Alegre em busca de Felipe, que foi encontrado caído próximo ao Monumento do Expedicionário. Os familiares decidiram pedir ajuda à Brigada Militar e ao Samu, que se recusaram a transportá-lo ao HPS.

— Felipe é tímido, tranquilo, não bebe. Quando a gente faz festinha nos aniversários, ele toma refrigerante, não usa droga, não sabemos o que tá acontecendo — afirmou Cristiane.

Após uma série de exames no Instituto Médico Legal, foram detectadas diversas lesões no corpo do estudante. A avaliação médica revelou que não havia teor alcoólico no sangue. De acordo com relatos de colegas, eles teriam bebido cachaça durante o trote da faculdade.

Rodolfo Mohr, 24 anos, estudante de Jornalismo e um dos coordenadores do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFRGS, observa que não há estímulo ao trote violento e com humilhações.

— Queremos encontrar este estudante (Felipe) e apurar quais são os responsáveis, porque de forma alguma isso deve ser tratado com normalidade.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Obrigado


Nossos agradecimentos a todos que compartilharam esta primeira dezena de milhar do blog Livros e Cidades.
Viver é preciso, viajar também.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Trote Violento na Ufrgs


Mais uma vez veremos o trote violento na Universidade Federal do Rio grande do Sul.
As humilhações são as mais diversas nas ruas de Porto Alegre, Tramandaí e Bento Gonçalves.
Peixe podre com bactérias, exibição de sutiãs, rodopios e muito mais.
Os veteranos chamam os novos de meu bicho.
Até quando ?
Até acontecer uma tragédia como a do ciclista Ricardo que foi aluno.
Já o trote solidário é uma excelente idéia.
Doação de alimentos e sangue com brincadeiras saudáveis.
Não existe alegria como a de ser aprovado em vestibular.
Mas esta alegria vem sempre acompanhada por medo por alguns estudantes.
O medo do trote. Recentemente este tem sido um tema bastante discutido em virtude do grande abuso por parte de alguns alunos.